sábado, 19 de maio de 2018

Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas

Outro passeio marcante pelo Atacama. Com altitude máxima de 4.300 metros, a dica de ouro é bebericar chá de coca durante o percurso e água, muita água. Antes de irmos observar as Lagoas Miscanti e Meniques, Salar de Talar (Pedras Vermelhas) e  Laguna Tuyacto, fizemos uma parada para um delicioso café da manhã, sempre com paisagens de tirar o fôlego. 




A parada técnica para o café da manhã é feita por vários grupos na Laguna Tuyajto, tivemos a sorte de chegar bem cedo e sermos o único grupo, assim aproveitamos bem, tiramos fotos e degustamos o café da manhã com o magnífico azul turquesa do lago com as montanhas no semblante, foi algo mágico.

Eu já falei que me impressionei com a consciência ecológica do povo chileno, sempre respeitando os limites impostos para chegar perto das lagoas, tiramos fotos lindas e nos impressionamos com a riqueza da natureza. Em seguida partimos para o mirador da Laguna Miscanti, onde tivemos uma verdadeira aula sobre preservação ecológica do nosso guia Jesus. 



O percurso por toda a estrada já é uma verdadeira atração, onde podemos observar montanhas nevadas e a fauna local, que é composta de muitas vicunhas, que são bichinhos como as lhamas, só que selvagens. Logo em seguida fomos para um dos pontos altos e mais lindos do passeio, a Laguna Miñiques, onde tirei a foto tão sonhada que eu sempre via nos blogs sobre o Atacama. 


E depois de tantas paisagens de tirar o fôlego - Piedras Rojas - que infelizmente, por imprudência de brasileiros foi fechado, e agora só podemos observar de longe, sempre foi proibido entrar na lagoa, e o que fizeram? Entraram na lagoa para fotos e aventuras e o parque foi fechado, por isso que é sempre muito importante respeitarmos os ecossistemas e principalmente as regras de cada país. Agora ninguém consegue usufruir completamente como quando estava aberto, mas mesmo assim foi uma experiência única. 






Com o fim do passeio nada melhor que um bom almoço, que foi oferecido pela agência Araya Atacama no Restaurante Bendito Desierto, no centro de San Pedro de Atacama. O passeio com café da manhã e almoço incluídos (e vinho, muito vinho), teve o custo de CLP 65.000 (sessenta e cinco mil pesos chilenos) por pessoa, além de CLP 5.000 (cinco mil pesos chilenos) para entrada nos parques. 


Com certeza, uma das expedições que não pode faltar para quem pretende curtir as belezas do deserto, e como aprendemos a dizer - Viva o Deserto!

sábado, 12 de maio de 2018

Ferinha de Bolsas da Crisi e da Daia - Terceira Edição

É isso mesmo mulherada linda, a Terceira Edição da Famosa Feirinha de Bolsas da Crisi e da Daia está em andamento. São bolsas lindas com pouco tempo de uso, de marcas nacionais e internacionais - TODAS ORIGINAIS - e o melhor... com preços ótimos. Vamos conferir?

 Bolsa Arezzo Vermelha: R$ 100,00 - VENDIDA

 Bolsa Arezzo Caramelo: R$ 100,00 - VENDIDA

 Bolsa Schutz Preta: R$ 130,00 - VENDIDA

 Bolsa Schutz Preta: R$ 150,00

 Bolsa Tommy Hilfiger: R$ 80,00 - VENDIDA

 Bolsa Tommy Hilfiger Tiracolo: R$ 120,00 - VENDIDA

 Bolsa Guess Tiracolo: R$ 50,00 

 Bolsa Capodarte marrom: R$ 80,00 - VENDIDA

 Clutch Preta: R$ 30,00

Necessaire Ika vermelha: R$ 20,00

Os pagamentos são SOMENTE a vista - pagou levou hahahahaha - e caso queiram reservar reservamos por apenas um dia. Maiores informações através do e-mail crisianiii@hotmail.com ou através do messenger do meu Facebook (Crisi Graboski) ou do Facebook do Blog (O Mundo de Crisi). Corram, pois todos os anos elas esgotam rapidinho.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Valle de La Luna e Valle de La Muerte

Muito amigos me perguntam: qual passeio você mais gostou quando viajou para o Atacama? E eu respondo: não sei. Não sei porque todos são maravilhosos e cada experiência é única, agora um passeio que não pode deixar de ser feito é pelo Valle de La Luna e Valle de La Muerte. 



O que é o Valle de la Luna?

"A 17 km do povoado de San Pedro de Atacama encontramos um dos cartões postais do deserto, na área da Cordilheira de Sal: o Valle de la Luna.
Com formações milenárias provocadas pelas inundações e ventos, o vale acaba por ter uma das paisagens mais extraordinárias do Atacama. Possui colorações e texturas únicas e por muito tempo foi comparado com a superfície lunar e por isso o nome.
Para entender melhor como tudo isso foi formado e sua geologia particular, precisamos voltar a mais de 500 milhões de anos. Quando essa área ainda era continuidade do Oceano Pacífico. Desde uns 120 milhões de anos atrás, foi iniciado a construção natural da Cordilheira dos Andes e Domeyko.
O resultado dessas elevações foi um imenso lago de águas salinas que foi sendo evaporado lentamente pelo calor do sol. Isso somado aos sucessivos terremotos, erupções vulcânicas e desdobramentos foi aos poucos dando forma ao que vemos hoje. Atualmente, os ventos superiores aos 60 km/h continuam moldando lentamente a paisagem." (Fonte: clique aqui).

Cada agência tem sua forma de organizar os tours pelos Valle de La Luna e Valle de La Muerte, nós contratamos a agência Araya Atacama, não é uma das mais baratas, mas vale quanto se paga, pois tudo é muito organizado, sempre chegávamos antes dos grandes grupos aos locais de expedição, o que rendia lindas fotos sem pessoas intrusas no semblante. No Valle de La Luna há diversos tipos de passeios, trekking com ou sem emoção, passeios de bicicleta, etc... Claro que o nosso grupo escolheu o trekking com emoção, no começo eu quase morri de medo de me arrebentar, mas no final valeu a pena, pois presenciei um dos mais belos espetáculos da natureza que já vi em toda a minha vida. 



Antes de seguirmos o passeio para o pôr do sol no Valle de La Muerte passamos rapidinho pelas Três Marias  - esculturas feitas pela própria natureza, quem for um bom observador consegue ver o formato de uma mulher rezando ajoelhada, outra carregando o menino Jesus e a terceira figura está curvada, arrependida.


Finalmente o aguardado pôr do sol no deserto acompanhado de um maravilhoso coquetel regados a muito vinho chileno e o melhor, num cenário de tirar o fôlego, o imponente Valle de la Muerte - que leva esse nome porque as pessoas entendiam errado o francês que o batizou, mesmo falando marte, as pessoas compreendiam morte. E, por isso, é chamado de Valle de la Muerte. Já outros afirmam que a Nasa já fez experiências por lá e confirmou ser a superfície do Vale muito parecida com a do Planeta Vermelho. No entanto, existe outra história que alega que o nome Muerte deriva do fato de um dos governadores passados ter jogado muitas pessoas naquele precipício e tê-las levado à morte. 




Independentemente da origem do nome do Vale posso garantir que é um dos melhores passeios a se fazer no Atacama, pois temos uma pequena ideia da dimensão e das reais características do deserto. Uma dica, leve muita água, roupas e sapatos confortáveis par andar, filtro solar, óculos de sol, boné e celular com lanterna, pois a primeira parte do passeio é a travessia de cavernas muito escuras. E viva o Deserto!

sábado, 28 de abril de 2018

Tour do Vinho e Salar de Atacama

Segundo dia de expedições e partimos, inicialmente, para o pequeno povoado de Toconao, onde conhecemos um pouco da cultura local e depois fomos passeamos por uma vinícola. Parece estranho cultivar uvas em meio ao deserto, mas usando técnicas de armazenamento de água e tecnologia desenvolvida especialmente para isso, tudo tornou-se possível. 




Descendente de índios nativos, Wilfredo - um dos cooperados - nos mostrou e explicou tudo, desde o plantio até a colheita da uva, após seguimos para a Bodega Ayllu para conhecermos o processo de produção do vinho. É tudo muito artesanal, tanto que os dados do produtor e da safra são escritos à mão nas garrafas. Finalmente, retornamos para a fazenda para degustarmos os vinhos. 



Não vou mentir para vocês, os vinhos não agradaram o meu paladar, mas valeu a experiência pelo simples fato de eu nunca na minha vida ter imaginado uma fazenda de parreiras de uva no meio do deserto. A seguir partimos para o Salar de Atacama, onde a ideia era vermos os flamingos e depois apreciarmos o pôr do sol.




Ventava muito e por isso os flamingos estavam recuados, conseguimos ver um ou outro mais próximos, mas o bando todo estava muito longe, já se recolhendo. Apesar disso, apreciar o pôr do sol num lugar grandioso e cercado por tanto sal foi uma experiência única que nem mesmo a melhor máquina de fotografias poderia registrar. 



No fim do passeio a agência nos ofereceu o tradicional coquetel regado a muito vinho, é claro, na minha opinião gastamos tempo excessivo no tour do vinho, quando poderíamos ter permanecido mais tempo no Salar, mas mesmo assim tivemos ideia da dimensão e da grandiosidade dele. Resumo dos bons e espero que tenham gostado!"


"Pior que não terminar uma viagem é nunca partir." Amyr Klink


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Deserto do Atacama - Lagoas Escondidas

Eu estou aqui traçando um esquema logístico para tentar descrever tudo que eu e a Daia vivenciamos nos oito dias que dedicamos para conhecer todas as maravilhas de um Deserto que eu optei por chamar de Oásis, estou falando do Deserto do Atacama. Chegamos a San Pedro de Atacama em 30 de abril de 2018 e, a partir de então, cada dia foi uma dádiva, paisagens, amigos e, acima de tudo, experiências de vida. 




A melhor maneira de definir um pouco de nossa experiência é resumir cada passeio, pois impossível exprimir em palavras um dos melhores capítulos do nosso diário de viagens. Para chegar a San Pedro de Atacama pegamos um voo até Calama, cidade que fica a 100 km de San Pedro (é o aeroporto mais próximo). Há várias maneiras de chegar a San Pedro, alugando um carro, indo até a rodoviária de Calama e comprando passagens de ônibus convencionais ou reservando um transfer, como estávamos muito cansadas optamos pelo último, e a agência de viagem que fechou todas as nossas expedições indicou a Transfer Pampa, e pagamos cerca de $ 10.000 pesos chilenos por pessoa só a ida, pois não iríamos retornar por Calama (isso custa aproximadamente R$ 60,00). 


Sem mais delongas vou descrever nosso primeiro passeio - As Sete Lagoas Escondidas de Baltinache  -  são um conjunto de lagoas com grande concentração de sal, envolvidas por uma grossa camada de sal que torna ainda mais intensa a coloração de suas águas. Como consequência disso, a água fica mais densa que o nosso corpo e, por isso, não afundamos




É sério... Até quem não sabia nadar entrou, porque é impossível afundar, a guia nos explicou que as lagoas contém mais concentração de sal que o Mar Morto. Resolvido o mistério de Jesus ter caminhado sobre o mar. Leva cerca de uma hora ou uma hora e meia para percorrer as sete lagoas (tudo vai depender da demora das paradas para fotografias), e quase uma hora para relaxarmos nas lagoas onde é permitida a entrada, depois finalmente nos secamos e fomos desfrutar do maravilhoso coquetel regado a muito vinho chileno que nos foi proporcionado. 

Para esse passeio é muito importante passar filtro solar uma hora e meia antes da chegada ao parque - é realmente impressionante a conscientização ambiental da população local -  levar óculos de sol, chapéu ou boné, roupas e sapatos leves e confortáveis, e, muita água SEMPRE. No início do passeio venta um pouco, mas depois nos aquecemos com a caminhada e entramos tranquilamente na lagoa, embora a água seja um pouco gelada logo se acostuma.  



Uma experiência que não pode passar em branco para quem visita San Pedro de Atacama, embora o corpo fique pinicando e cheio de sal é algo único (quem quiser pode tomar duchas de água doce na saída do parque e é proibido o uso de sabonetes e quaisquer outros tipos de cosméticos). Nem as fotos e, como já escrevi acima, nem as palavras podem explicar. E aí? Empolgados para os próximos capítulos? 
Viva o Deserto!