quinta-feira, 15 de junho de 2017

Um dia na Philadelphia

A "Cidade do Amor Fraterno", assim é conhecido o berço da nação, local onde em 1776 os representantes das treze colônias britânicas assinaram a Declaração de Independência e a Filadélfia tornou-se a primeira Capital dos Estados Unidos da América. 




Os principais pontos turísticos de Philly, como é carinhosamente chamada, podem ser visitados em um dia, como estávamos hospedadas em NY, acordamos cedo fomos até a Penn Station e pegamos um trem que saia 7:50 AM, em uma hora e meia estávamos lá. Então, vou fazer um resumo do que visitar na cidade, que na minha opinião, é uma das mais lindas e charmosas dos EUA. 


Reading Terminal Market: logo que chegamos fomos direto tomar café da manhã no famoso mercado gastronômico da cidade. Criado sob um galpão ferroviário em 1892, hoje uma infinidade de opções, padeiros, peixeiros, açougueiros, floristas ocupa o espaço, onde o movimento de turistas e moradores locais é intenso o dia todo, seja para comprar os mantimentos diários ou tomar o bom e velho breakfast. Comer os famosos pretzels e donuts é obrigatório, pois são tradicionais e deliciosos, e caso queiram comprar souvenires da cidade há várias lojas no local e os preços são bem convidativos. 




Independence Hall: devidamente alimentadas partimos para a nossa maratona e a primeira parada foi no Independence Hall, onde a imponente construção de tijolos à vista se destaca. Aqui foi escrita a Declaração de Independência (aprovada pelo Congresso Americano em 4 de Julho de 1776), vale frisar que o projeto da Constituição dos EUA foi feito na mesma sala em 1787. Um dos grandes destaques do local é o Liberty Bell, feito em bronze, originariamente ficava na torre do Independence Hall, mas atualmente está exposto no Liberty Bell Center, onde filas se formam até o símbolo da luta colonial pela emancipação e que também tocou em vários momentos históricos, nesse espaço relatos da independência americana, da luta pelos direitos das mulheres e negros podem ser vistos e lidos. E 1846 surgiu uma fenda no sino e ele, infelizmente, e para ser preservado parou de sonar.


Betsy Ross House: Após uma longa visita onde passamos pelo Independence Nacional Park, Franklin Court, Second Bank of US, entre outros rumamos à casa mais fofa da cidade, onde Betsy Ross confeccionou a primeira bandeira dos EUA, que até então eu só havia visto no desenho do Pica-pau (rs). Quem lembra? A casa foi restaurada no século XVIII e hoje é um memorial e pode ser visitada. Eu adorei tudo, já que na ida anterior à Filadélfia não pude conhecer, querendo ou não, só o fato de ver aquele círculo de estrelas bordado na bandeira me remeteu às manhãs frias de inverno onde minha única preocupação era assistir aos meus desenhos animados prediletos. 




Elfreth's Alley: ir até a Filadélfia e não conhecer a rua Elfreth's Alley é como nunca ter ido, então finalmente posso dizer que fui à Philly, pois conheci a rua mais antiga da cidade e pasmem, do país! Ladeada de casas do século XVIII (atualmente lojas e museus), é de um charme indescritível, ao caminhar pela Elfreth's você sentirá na pele a emoção de estar nas "Streets of Philadelphia".  




Rocket Fizz: apenas para registrar, essa é uma das mais sortidas lojas de refrigerantes do mundo, para quem gosta de novos sabores vale a pena conhecer, encontramos por acaso e paramos para provar alguns sabores exóticos. 


Pat's Cheesesteak: a hora do almoço em Philly pede um cheesesteak e por sugestão de alguns amigos pegamos um táxi e fomos provar o sanduíche mais tradicional da cidade, o Pat's Cheesesteak, vá com fome porque é giganteeeeee, conhecido como o causador do ataque cardíaco alimenta mesmo, como eu sempre digo desanimador de tão grande e gordo (rs). 


Philadelphia Museum of Art: novamente "bemmmm" alimentadas (rs), entramos na reta final do nosso tour que incluiu o Museu de Arte da Filadélfia, o Museu de Rodin e o Love Park. No Museu de Arte estão as famosas Rocky Steps, cenário que ficou mundialmente conhecido através dos filmes do boxeador Rocky Balboa, ao lado do museu uma estátua do lutador gera filas de turistas e fãs, que disputam a foto perfeita. 




Rodin Museum: abriu ao público em 29 de Novembro de 1929 e deve-se ao fascínio do magnata do cinema Jules Mastbaum, que colecionava obras e cópias originais das obras de Auguste Rodin, o que enriqueceu a cultura da cidade. A entrada do museu é marcada pela famosa Escultura O Pensador. 




Love Park: praça construída no centro da cidade em 1965 em homenagem ao Presidente John F. Kennedy e que começou a ser conhecida como Love Park após a colocação da escultura LOVE do design Robert Indiana, infelizmente ela não estava no local, pois foi retirada para reparos, mas conseguimos registrar uma que é mais a nossa cara, então valeu a pena. 


O percurso foi feito a pé, de trem e em táxi e nos impressionamos com a organização da cidade, em todas as esquinas placas indicavam a localização dos pontos turísticos, o que agiliza muito, ainda mais quando o tempo é curto. Passamos por várias igrejas, edifícios modernos e também históricos, mas como mencionei, este post é um resumo dando um "norte" para quem vai a NY e pretende conhecer em um dia cidades vizinhas como Philadelphia, Boston e Washington. Espero ter ajudado e caso queiram maiores informações estou aqui para ajudar. 

"Viajar é o mais saudável dos vícios." A.D.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Memorial 11 de Setembro

Um lugar que choca, assim pode ser definido o Memorial 11 de Setembro de Nova York, que foi construído para homenagear as vítimas dos ataques terroristas ao World Trade Center em 2001 e também para as vítimas do ataque ao WTC em 26 de fevereiro de 1993. 



Na minha viagem anterior a NY no local haviam somente tapumes, ele ainda estava sendo construído, aberto ao público em 11 de setembro de 2011 é de livre acesso para qualquer pessoa que deseje prestar suas homenagens. Para entrar no museu sim é que se cobra uma taxa de U$ 24,00. Cerca de 3.000 pessoas perderam suas vidas e seus nomes estão gravados em bronze nas duas piscinas que formam o núcleo do Memorial, que foram construídas nos pontos exatos onde ficavam as torres gêmeas. 



O clima é bem pesado, senti um "baque" quando cheguei, é bem estranho, parece que somos tomados por uma fraqueza, emoção e tristeza sem fim, que se intensificam quando adentramos o museu e vimos ruínas das torres, da escada dos sobreviventes, ouvimos os áudios das caixas pretas dos aviões e lemos os relatos que antecediam a morte das vítimas. 



O trabalho de conservação e principalmente de captação de tudo que sobrou da tragédia foi intenso e bem feito, roupas, calçados, e os mais diversos acessórios encontrados no local estão expostos, inclusive um dos caminhões do corpo de bombeiros quase que totalmente destruído. 



Ao observar as colunas e demais ruínas das Torres percebe-se a grandiosidade da engenharia que se reduziu a pó, o que demonstra a fragilidade do ser humano diante do terrorismo. O Memorial 11 de Setembro está aberto diariamente das 07:30 às 21:00 e no dia 11 de setembro o Memorial está aberto ao público das 15:00 até meia-noite. Um lugar que por toda sua carga histórica vale a pena conhecer, mas que eu nunca mais quero retornar. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Fantasma da Ópera

Musical inspirado no romance do francês Gaston Leroux, estreou em Nova York no ano de 1986, sendo o musical de maior duração na Broadway e atrai expectadores do mundo inteiro. 



Um verdadeiro conto de fadas e não tem como não chorar quando Christine e Raoul  (o casal apaixonado que juntamente com o Fantasma protagonizam a peça) interpretam All I Ask of You, sério só de pensar começo a chorar, afinal é lindo demais e se tem algo que me impressiona é o dom das vozes perfeitas que pessoas como tenores possuem. 


Encenada no Majestic Theatre (247 West 44St, New York), nesta edição tinha como atores Ali Ewoldt (Christine), James Barbour (The Phantom), Rodney Ingram (Raoul), Maree Johnson (Madame Giry), entre outros. Fomos alertados da proibição de fotos durante o espetáculo, o que é perfeitamente justificável para não atrapalharem o desenrolar da trama e tudo ficar registrado eternamente em nossas recordações. 



Ao término do espetáculo estávamos extasiadas, nada se compara, foi a realização de um dos maiores sonhos das nossas vidas e uma dica eu e a Daia damos, ao ir a Nova York nunca deixe de procurar musicais da Broadway, muitas vezes pegamos promoções durante o dia da peça, mas como o Fantasma da Ópera é muito requisitado compramos com antecedência e aqui do Brasil. Com certeza um dos pontos altos das nossas férias. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Passeando pelo Brooklyn

Viajar para Nova York e não passear pelo Brooklyn torna a viagem incompleta, antigamente o bairro era procurado por pessoas que buscavam aluguéis mais baratos, mas atualmente é um lugar super requisitado (principalmente por artistas), e cada vez mais turistas aparecem por lá.


E num dos dias mais quentes de Nova York as loucas resolveram atravessar a ponte do Brooklyn no melhor horário, o meio dia (rs). Mas tudo bem, o passeio foi perfeito, o dia lindo de sol rendeu fotos maravilhosas. 




Depois de conhecermos as pontes graças a Deus, porquês sim, se vocês ainda não sabem a Daia é a louca das pontes, ela vê uma ponte e fica bem louca e quer logo atravessar (rs), partimos para o Prospect Park, um lugar grandioso, projetado pelos mesmos idealizadores do Central Park, mas como o dia estava terrivelmente quente, ficamos pouco, exploramos um pouco da vizinhança e voltamos para o Dumbo, que a meu ver é a melhor parte do Brooklyn. 

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DUMBO significa Down Under Manhattan Bridge Overpass, e proporciona uma das melhores vistas de Manhattan, e segundo os moradores é de lá que podemos observar o entardecer mais lindo de Nova York, o que é verdade, pois fomos conferir. As galerias de arte dão um toque especial ao local; muitas pessoas estendem suas toalhas de picnic e aproveitam para almoçarem, fazer um lanche rápido ou descansar, como foi o nosso caso.

 Foto tradicional ao fim da Front St


Entardecer no Brooklyn

Gostamos tanto do Brooklyn que fomos duas vezes, uma para aproveitarmos o dia e outra para vermos o pôr do sol, o que não deu muito certo, pois no fim do dia as nuvens apareceram, mas mesmo assim o espetáculo foi maravilhoso. Para chegar pegávamos a linha azul do metrô e depois trocávamos para a laranja, demora um pouco, mas é bem fácil de se localizar, ainda mais com a ajuda básica do Google Maps. 


Onde Comer: encontramos um lugar perfeito, o Superfine, que fica na 126 Front St, é simplesmente maravilhoso, um restaurante com três ambientes, incluindo até mesa de sinuca. Conta com um cardápio bem elaborado e excelente carta de vinhos e, como de praxe, vendidos em garrafas ou em taças. Na primeira ida almoçamos lá e na segunda provamos o que eu elegi o melhor burger ever




E, para a minha felicidade tinha Crème Brûlée na carta de sobremesas, então não preciso pensar duas vezes, minha sobremesa predileta. Outro lugar bem agradável é o Dumbo Kitchen, restaurante que fica logo na saída da estação de metrô da Jay St, ótimo para tomar um café ou até mesmo uma taça de vinho, o pessoal é meio perdido no atendimento, mas mesmo assim foi uma experiência válida, pois bebemos uma sangria bem refrescante. 



Um lugar repleto de atrações e que rende fotos lindas, assim eu defino o Brooklyn e que não pode ser deixado de lado em uma viagem até Nova York, afinal como sempre digo: NY é diferente.